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Álvaro de Campos
Não sei. Falta-me um sentido, um tacto
Não sei. Falta-me um sentido, um tacto
Para a vida, para o amor, para a glória...
Para que serve qualquer história,
Ou qualquer facto ?
Estou só, só como ninguém ainda esteve,
Oco dentro de mim, sem depois nem antes.
Parece que passam sem ver-me os instantes,
Mas passam sem que o seu passo seja leve.
Começo a ler, mas cansa-me o que ainda não li.
Quero pensar, mas dói-me o que irei concluir.
O sonho pesa-me antes de o ter. Sentir
É tudo uma coisa como qualquer coisa que já vi. |
Na casa defronte
de mim e dos meus sonhos, Álvaro de Campos
Nada
fica de nada. Nada somos,
Ricardo Reis
Nada
me prende a nada,
Álvaro de Campos
Nada.
Passaram nuvens e eu fiquei, Poesias Inéditas
Nada
que sou me interessa,
Poesias Inéditas
Nada
sou, nada posso, nada sigo.,
Cancioneiro
Na
floresta do Alheamento,
Na Floresta do Alheamento
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