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Álvaro de Campos
Faróis
Faróis distantes,
De luz subitamente tão acesa,
De noite e ausência tão rapidamente
volvida,
Na noite, no convés, que conseqüências
aflitas!
Mágoa última dos despedidos,
Ficção de pensar ...
Faróis distantes...
Incerteza da vida...
Voltou crescendo a luz acesa avançadamente,
No acaso do olhar perdido...
Faróis distantes...
A vida de nada serve...
Pensar na vida de nada serve...
Pensar de pensar na vida de nada serve...
Vamos para longe e a luz que vem grande
vem menos grande.
Faróis distantes ... |
Febre,
Febre! Estou trêmulo de febre, Primeiro Fausto
Feliz
aquele a quem a vida grata.
Ricardo Reis
Feliz
dia para quem é,
Cancioneiro
Felizes,
cujos corpos, sob as árvores,
Ricardo Reis
Fernão
de Magalhães,
Mensagem - Mar Português
Fito-me
frente a frente ( I ), Poesias Inéditas
Fito-me
frente a frente ( II ), Poesias Inéditas
Flores
que colho, ou deixo, Ricardo Reis
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